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  • Jacquard
  • Nascido em Lyon em 1752, filho de tecelão, faleceu em 1834. Inventou a maquineta deste nome (ou seja, do Façonné) em 1790. Terminou a primeira maquineta em 1800. Ela tinha por finalidade movimentar os fios de urdume com um só tecelão e, assim, eliminar os "tireurs de lacs" (meninos instalados em cima do tear para levantar os fios à mão). Dessa forma foi suprimido o uso de 3 tecelãos e 2 tecelãs por tear; por esse motivo, no início, esta maquineta foi muito mal acolhida. O princípio desta invenção é utilizar um papel sem fim (ou vários cartões) previamente perfurados, para selecionar o levantamento dos fios que devam criar os motivos decorativos do tecido. São efetuadas quatro operações para realização do tecido Jacquard, a saber: 1. Esboço: Em francês "esquisse", que é a representação gráfica e colorida, sobre papel, do futuro desenho jacquard ou do estampado; 2. Mise en carte: Operação que consiste em pintar o "papier de mise en carte", para reproduzir o esboço do futuro tecido jacquard. Este papel é quadriculado para representar o cruzamento dos fios de urdume e de trama. O quadriculado pode ser de vários tamanhos, conforme a proporção de fios e batidas (Ex: tecido com 05 fios/40 batidas, papel 10/8). Neste papel são pintadas as formas e/ou os desenhos de todos os motivos do jacquard, considerando a quantidade de agulhas da maquineta jacquard (Vincenzy ou Verdol) e a densidade final do tecido. Antigamente neste papel eram pintados todos os desenhos que participavam da composição do jacquard. Atualmente, o "ligasse" sendo dito como "acelerado" no papel, pinta-se apenas a forma desejada com uma cor lisa e diferente, para cada desenho. Embaixo ou no avesso do papel se traça um recorte de cada desenho, os quais são após utilizados para furar todos os cartões. Este sistema simplificou muito o trabalho de "Mise em carte". A pessoa encarregada deste serviço chama-se "metteur en carte" (ver traçados anexos). 3. Leitura: a leitura ou "lisage" em francês, é a operação que consiste em furar os cartões ou o papel Verdol, para um desenho jacquard, a partir do papel de "Mise en carte". Operação realizada pelo "Liseur". 4. Tecimento. As maquinetas Jacquard se dividem em 3 grupos principais, conforme o tipo de cartão ou papelão e a densidade das agulhas. Cada uma leva o nome do inventor: 1) Sistema Jacquard: Densidade: 104, 400, 600, 700, 900, 1000, 1200 agulhas (úteis para o tecido). O defeito da Jacquard era usar agulhas grossas e cartões pesados e volumosos (1 cartão para cada trama). 2) Sistema Vincenzy: (1 cartão para cada trama), 384, 576, 768, 1152 (úteis para o tecido). Agulhas mais finas, cartões mais leves e menores. 3) Sistema Verdol: (papel sem fim). 896 e 1344 agulhas (800 e 1200 para o tecido). Agulhas muito finas, papel sem fim, muito mais leve e mais fácil de manusear que os cartões. Atualmente muito utilizado. No Brasil se encontram os 2 sistemas: Vincenzy e Verdol.